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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Pode ser Arte



“Cozinhar proporciona a quem cozinha um tempo de profunda consciência e atenção a um fazer delicado, que exige sensibilidade.  Água, fogo e tempo têm que ser bem dosados. As mãos são precisas e lúdicas no corte. O olhar comanda e observa os mais mínimos detalhes. O olfato trabalha como nunca, percebe pelo cheiro quando a batata está bem cozida, o  arroz chegou ao ponto, a geleia ficou pronta. E um sexto sentido entra em ação na hora de escolher temperos. É como dançar, tocar um instrumento, escrever um poema, pintar um quadro. Pode ser distração, pode ser rotina. Pode ser arte.”  Baseado no livro de Sonia Hirsch

Para iniciar um blog de culinária, primeiramente teria que falar sobre o antigo caderno de receitas da minha mãe. É dali que saiam todas aquelas gostosuras! Letrinha caprichada, caderno de capa dura e geralmente depois de cada título da receita vinha o nome da tia, da amiga ou da vizinha que passou para ela:

Bolo de fubá da Nininha
Torta Salgada da Edith
Camafeu de Nozes da Mirtes


A preciosidade que toda boa cozinheira tinha antigamente era seu caderno de receitas, guardião das receitas de família! Era onde estavam seus segredos, preferências, truques e dicas culinárias. De vez em quando, a gente passava a limpo alguma receita que ficava suja com gema de ovo ou manchada de massa... Normal, para quem usa quase que diariamente essas páginas. Fechando meus olhos e buscando na memória, vem a lembrança do cheiro de comida boa que minha mãe fazia...

Muitas receitas porém, eram guardadas "de cabeça", só na memória. Umas misturas inventadas na hora que davam muito certo, porém ninguém anotava em um papel. Percebi que com o tempo passando, a idade da minha mãe avançando e com início de Alzheimer, ela começou a ficar esquecida e essas receitas se perderiam para sempre. Já não se lembrava mais dos detalhes dessa ou daquela receita. Aí eu tive a ideia de anotar tudo que eu mais gostava, pedindo para ela me dizer pacientemente as quantidades e os ingredientes, puxar pela sua memória para eu guardar e compartilhar com a família.

Então assim, para não quebrar essa tradição, repasso para frente o que me foi ensinado! Aproveitem!

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